14 de julho de 2014

Boa noite

Tenho meu travesseiro no seu cheiro.

Minha cama no teu abraço.

Seus melhores beijos, todos eles, no meu banheiro, sofá-cama, edredom, meu lençol.

No meu sonho, meu lobo, você chega e fica, traz mais um pouco de folga, planos, risadas e histórias pro nosso parque, os muitos sorrisos e todas as infinitas noites de nós.

Eu nem vi a lua, mas pra que, se não me falta nada, nem os muitos minutos de desejos e amor?

Com você, tudo transborda.

Partiu!

Gilda, 14.07.2014.

5 de julho de 2014

Os beijos do lobo


E por ser sem esperar, houve um novo sorriso.

E por que não?

Nem sempre a linha um traz o novo, o perene. A linha dois pode ser ainda melhor.

Que seja, então. Estou aqui para escrever, viver e rir.

Não há mais espaço para lágrimas nem apertos no coração. Todos os meus turnos se dividem entre o quarto, o banheiro, os novos passeios e o seu adorável sotaque.

A cama não é só minha, virou tobogã, imenso parque, mesa de jantar, café de todas as horas e palco de filmes do nosso gênero: amor amalucado, frenético, imparável e morno. Nosso!

Quando menos pensei que ainda caberia em abraços verdadeiros, me vejo com a cabeça deitada no seu ombro. Faço um cantinho pra mim ali, toda enrolada no teu cheiro, nesse corpo todo quente e todo meu.

Que surpresa boa você me saiu. E haja saliva, meu lobo, para todo esse seu beijo de boca cheia, levando todo o meu resto de ar, trazendo todo o meu viço e a minha saudade em um suspiro. Ou em vários.

Tem nada não, amor. Daqui a pouco tem mais jogo, televisão, copa do mundo, feijoada e forró repentino, aos montes. Pra nós, em todo lugar é bom.

Agora, só nos resta sorrir e piscar.

Gilda. 06.07.2014.