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Sobre Tempos e notícias

Tudo ficou muito misturado de repente!  Quer dizer, está tudo diferente e lindo.Mudam as cores e coisas, de um modo tão lumínico que, sem quê nem pra quê, há um tal de sentido, mesmo com uma chuva dessas, que pode vir a toda hora, e fazer de alguns minutos uma torrente de água, cheia de quebra de notícias e de rotina. E infinitamente incrível vem o sol, e ninguém mais se lembra o quanto se molhou. O quando doeu. Amarelou.Nunca gostei de guarda-chuvas.Eu não ligo, pode o mundo se acabar por agora, ou amanhã, ou tudo ficar longo e espaçoso, porque há, em tudo o que vejo, um novo verbo, uma nova canção e uma nova paz. Há, sim, um novo e corajoso amor.Infinito e pleno, e porto seguro e meu, que desimporta o velho gosto de maçãs.Aos diabos com as maçãs! Tudo em mim, a partir de agora, são dois, de feminino e plural, e de rima sem música, pés sem sapatos, minhas mãos buscantes, e o mais breve sonho do seu sorriso. Vem, que eu quero pra nós o nosso mar, um céu de sempre, todas as multicores,…

Ela, ele: eu

Eu estou mal passada. Mal entendida, mal sentida de mim mesma. De todas as cores, brisas e ventos, sou agora uma nova maré. Ainda não é março, nem é três, mas é quase.Felicidade que é plena, sublime, e só minha, como nada antes, como todo e tudo de mais lindo e inédito e superior, e tanto e único.E é assim mesmo. Sempre haverá o mais do antes, que nada tem a ver com o absoluto do sorrir.Eu estou salva! O não respirar, o arfar de quando em vez é outra coisa, são outros tantos. Nunca para, passa, nem no meu melhor sonho, sorriso, afã de amor. Se existe uma multidão de tudo ao mesmo tempo, dor e saudade e gozo, aqui, amanhã, ontem e agora, cá estou.É tudo imenso! Eu estou parada. E corro pro presente do universo, de Deus e da vida. E dói, lateja, amedronta, e ri, dança, pensa e vê. Aí, coisa de choro. Coisas de um. De novo. Adeus!Ah, esquece! À frente, só ela, ele, bem, importa. Eu? Mal caibo. Não posso. Mal passo.Bem vindo, meu amor!É vida girando. Surgiu, ateou. Arrepio, pé, olhos, bar…