11 de maio de 2015

Sobre Tempos e notícias

Tudo ficou muito misturado de repente!  Quer dizer, está tudo diferente e lindo.

Mudam as cores e coisas, de um modo tão lumínico que, sem quê nem pra quê, há um tal de sentido, mesmo com uma chuva dessas, que pode vir a toda hora, e fazer de alguns minutos uma torrente de água, cheia de quebra de notícias e de rotina. E infinitamente incrível vem o sol, e ninguém mais se lembra o quanto se molhou. O quando doeu. Amarelou.

Nunca gostei de guarda-chuvas.

Eu não ligo, pode o mundo se acabar por agora, ou amanhã, ou tudo ficar longo e espaçoso, porque há, em tudo o que vejo, um novo verbo, uma nova canção e uma nova paz.

Há, sim, um novo e corajoso amor.

Infinito e pleno, e porto seguro e meu, que desimporta o velho gosto de maçãs.

Aos diabos com as maçãs!

Tudo em mim, a partir de agora, são dois, de feminino e plural, e de rima sem música, pés sem sapatos, minhas mãos buscantes, e o mais breve sonho do seu sorriso.

Vem, que eu quero pra nós o nosso mar, um céu de sempre, todas as multicores, e o mais quente dos sóis, porque o mundo não é mais meu, minha Marina.

Esqueçamos o mundo de ontem.

Ele gira noutra direção, e é a sua.

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