Só por hoje

Por mais tâmaras e afetos.

Por mais sextas de jazz, fotos e sorrisos à noite, ali, na ponta do mar.

Por mais mãos dadas sem se dar conta.

Mais fotos escondidas nos meus cabelos. 
Será que dá pra te guardar aqui?

Por mais troca de pijamas, bermudas e cuecas. Deixa, eu escolho.

Por mais lugares de comer sem roupa.

Mais, muito mais lasanha de frango, danças, e, da próxima vez, com uma rádio que ajude. Sem interrupções.

Por mais gargalhadas, presentes, lágrimas e surpresas durante o chá, pão de queijo, capuccino.

Por mais pedidos e suspiros deliciosos ao pé do ouvido.

Mais do nosso inglês gaguejante no corredor.
Mais visitas ao 118. De parede lilás e poucos espelhos.

E nunca é demais para os nossos vídeos e músicas de meditação. E projetos de uma semana.

por mais das nossas conversas, confidências e desabafos intermináveis, do chocolate bom, do ruim e do café na saída.

Por mais planos de viagens, Aracaju, Itacaré, chapada, carnavais, congressos, concursos, teses, biografias, seu quarto, meu quarto. Sua estrada, nossas bocas, teu cheiro, seus pelos, nossa pele, mãos e ais. Muitos ais.

Tá longe ainda, tira esse cinto. Hum... Agora já tá perto, segura um pouco. Não, agora não!... Poxa, como é que não se apaixona?

Calma, vai ficar tudo bem. Ah, se eu pudesse, daria ela pra você.

O livro é uma desculpa. É um pretexto. Teremos tempo.

Toma. Guarda a minha melhor poesia.

E a minha sempre vontade de morar em você um pouco mais.

Só por hoje.

12.11.2017.

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