31 de outubro de 2012

ONDE

Vontade de gente

 inteligente
Saudade de ver o cheiro
Inveja de dar desgosto
Medo sem cor.

Música rimada
Enjoada
batida
Saudade de todo dia.

Cadê, que não morre?
Pra onde, se se é só fingir?
Nó.

Sair, dar, morrer, viver no limbo
Não é o que um dia
Salto de poesia
Comida de madrugada
Idade de macarrão e noite
Sonho de vinho bom
Lua de unha
Cabelos de cortina
Loucuras de insensatez

Foi.

Não é.
Nada disso jamais será.
Aqui.