29 de abril de 2014

Escolha das flores

Meu coração oscila.

Minha emoção me expõe, minha razão me martiriza.
Hesito.

Eu, agora, quero coisas demais, e sigo em conflito, porque não há como desenhar, nem há de ser pra sempre, eu sei.

De tudo, preciso fazer escolhas, mas são poucas flechas para tantos dedos, tantos futuros, todo o amanhã.

Feliz!

Ganhei surpresas, mas, o que dei?

Amanheço pensando em ti.
Sorrio de quando em vez.
Eu cuidarei de todas as flores, meu bem.

Agora, é esquecer.
No teu abraço, passou.

Gilda, 29.04.14.

26 de abril de 2014

Meu sim

Eu preciso te dizer dessas coisas de nós, meu bem!

Mas é que acabei começando sem palavras. Você sempre tem que levar a minha voz e me deixar esse seu sorriso?

Eu sei, é o novo, e é tudo o que nos une, de tão bom que é.
Não falta nada.
Frenética, eu? Olha a prova!

Não há verdades, nem documentos, não preciso de clichês.
Apenas esteja exatamente aqui, pois é onde eu vou estar também.

Ando mais leve, ainda faz calor, mas é diferente. Tem cheiro de risadas, lençóis vermelhos e surpresas de todo tipo.
Tudo bem, eu fico.
Pode até chover um pouco.
Eu prefiro dormir de manhã.
Com você eu topo tudo.

Para algumas respostas, não se faz necessário perguntas.

Toma, fica com o meu sim.
Pra que saudade?
É teu todo o resto.

Gilda.
27.04.2014.

24 de abril de 2014

Sobre leis

Há um quê qualquer
E vem
de nome e sobrenome
senti
Dou vontades e espelhos
Espera.

Mas essa não é velha
essa não é vã
Agora, é toda sua
Eu que o diga!

Tem mais, muito mais de onde veio
De onde vim
Engata a primeira,
agora é só soltar a mão
Ou não?

Não era a polícia nem nada
Era uma loucura logo ali
Não me olhe,
nem susto deu
Tremi.

E foi, mas houve quem dissesse
era pra ter sido nu
Era pra ter sido
Ontem.

Ah, tudo bem, temos os sábados
Temos ainda a música

E tu, meu bem,
Por que levaste a minha lei?

Acredite.

Nem maio é ainda.

Gilda. 25.04.14.

18 de abril de 2014

Partiu linha um

Eu não tenho mais velharias pra doar Inclusive, pode levar todas
Basta de lembranças tolas

Os dizeres, os quereres já se foram
E não há também mais nenhum amor

Vê algo aqui?
Nada.

Nenhum resquício de mim para ti,
Meu bem

Essa cama nunca me pareceu tão grande, Jéo

Mas, e daí?
Eu cresci um pouco
Caibo em espaços novos de corações fundos
Mergulho

Jogue no lixo o seu amor vão, leve de volta para agora
mentiras, falsas preocupações, cuidados de araque

Foi tudo falho
Meu vazio é verdadeiro

Nesse canto eu ainda não me reconheço
Nem como hoje
Isso foi tudo no ontem
Chega de poemas feios

De biquini,
à espera do Sol
Alô?
Tum, Tum, Tum, Tum, Tum, Tum, Tum...

Eu, finalmente, aceito.

Gilda, 19.04.2014.

2 de abril de 2014

Abril

Dessa vez mais
Segui negando

começo
meio
Entremeios

E no fim,
obedeci,
depois teimei de novo.

No recomeço, reconheci
Era inútil
Era inevitável
Jamais
Sempre sim pra ti

Me aproximei
Te seduzi
Você deduziu o início
O escancaro óbvio
Foi bom nisso
E é, em muitas cositas más

Pode até parecer engraçado
Pode até ter sido um romance
Veio de um devaneio
Tempo absoluto
Um quê de absurdo
Puta loucura vã

Mas bom não é
Não foi bom pra nós, amor

Sorte de quem viu
Nada pra quem ficou
Nunca era pra ter sido
Assim

Pode haver, sabe?
Haverá ainda
Uma saudade
Um beijo
Alguma lembrança
Um bocejo
Um surto de suspiro
Minha lágrima
E o adeus

Pode, sim
Haverá de ser
abril

Mas não.

Não pra você.

Gilda.
03.04.2014.