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Cadê você, Zé?!

Vim pensando o dia todo num fragmento. Um daqueles bem bonitos, de enciumar amigos antigos, tipo piropos que choram em shows de Guilherme Arantes. Amigas saudosas, agora de família, que talvez não entendam de onde vem tanta afinidade.

Há pouco tempo!

Quiçá um amigo novo, amiga nova, embora já conhecidos. Ela é de escritos bons, mas não alcança o que, de fato, vejo em ti.

Minha visão... se lembra daquela blusa sem graça, daquela moça sem brincos, óculos de grau? Como pode ser tão bonita e querer se esconder desse jeito? Por que eras assim? (Eras?!) nos demos de cara. Cadê o tempo? Relative-se!

E, dali a pouco, batidas naquele apartamento. Flagrantes, pois vou contigo aonde fores. Ainda que seja um caminho ruim. Sabemos disso.

E, um pouco antes: Adri a se preocupar com livros e presentes. Quem é essa que te rouba a atenção, que fala mais de Chico do que eu? E quando a gente se encontra, ninguém gosta mais dele do que nós. Com você eu divido. Um pouco só, que fique claro...

Me dei conta de …
Ah, ainda posso ver a lua à noite?

Sim, porque se for inverno, há que se esperar um pouco. Não se vê noites tão frias por aqui, essa quentura tira toda a sua beleza.

Bem podia ser lua cheia daqui a um tempo, quando daquela viagem bem paga.

Nesse dia, eu poderia ler meus versos felizes pra você.

Mas não. Será nova. E não cabem boas lembranças em mortes de lua.

Apenas reflitamos nossas luzes no mar.

Haverá um? Haverá nós?

Sim, enquanto em mim restar um sono, um suspiro, o desejo e a lembrança esperançosa de tempo bom.

Essa aí sou eu, devaneios de outrora.

Quiçá houvesse tempo para coisas sem fim, mas o hoje é de felicidade.

Combina com a lua de ontem, crescente, quase maré cheia, pra depois maré de escuro.
Eu não escureço nem encendeio, apenas olho.

Saudade é coisa de tempestade. Calmaria e ternura é a minha casa agora...


14.07.2011.

VONTADE

Estava a pensar, a lembrar daquela mensagem de hoje à tarde. Alguma coisa na televisão sobre Siribinha, você me avisa. Pra quê? Já faz tempo que não nos vemos. Pra você, um mês. Pra mim, centenas, infinitas noites, intermináveis dias à espera de presenças suas.

Enquanto tento entender os porquês que não têm resposta, e ainda decidindo qual o meu estado de espírito pós-sms, você me liga.

– Oi! E aí?

– E aí?! Como assim, “e aí”?! Olhe, seu filho da puta,... vá tomar no cu e não me ligue nunca mais. Eu te odeio tanto por ter sumido esse tempo todo, por quase me enlouquecer de saudade e sem notícias... Como é que você me vem cumprimentar como se nada tivesse acontecido?! Como se fôssemos “coleguinhas”? Acaso ficou maluco? Eu não quero a sua amizade, eu não quero a sua compaixão, eu não quero o seu telefonema espaçado! Vá pra casa do caralho, que é o seu lugar...

– Ah, você tá pensando o quê?! Eu aqui, entre os seus, fotos e cheiros espalhados por todo canto, esse povo a olhar e a perguntar se…

NOSSOS

Da moradia da saudade

Meu passado
repousava sagrado
Mas eu o encontrei

Surgiram lembranças decoradas
do dia que nos vimos pela primeira vez

Mas me descobri
homem sem face
sem corpo
sem gosto

E o passado sangrou
E me pôs face a face com meus erros
Meus acertos
Minhas mágoas
E minhas felicidades vãs

Quem há de dizer que não fui boa?
Quem poderá pensar que não foi bom?
Ainda que não tenha havido orgasmos múltiplos
Algum prazer há de ter sido
Valido
Válido

Era pra ser um mero fragmento
não correspondido

Nunca quis esquecer
aquela rua, aquela casa
aquele amor

Tudo é uma questão de templo
embora algumas lembranças nunca sumam

(...)

Daria pra fazer um mosaico
Desses bem coloridos,
Da nossa história?
Um dia desses vi um filme
Tive um sonho
Não via o seu rosto, nem as suas cores
Mas era você
A me beijar
E a me dizer mentiras sutis
Poderei eu te ver pelos vidrilhos embaciados?


Amantes como nós
São mais comuns
Do que teclados quebrados
Jogados no lixo.
Mais comuns do que marketing de nicho,
E, mais ainda, do que sensações de vazio.

Por i…

SÓ MEUS

Olá! Parece que perdi as horas. Perdi o tempo. É você mesmo?! Ou algum dos seus falaciosos heterônimos? Desculpe, há mágoa, sim, e muita dúvida. Jamais poderei me reportar a ti sem pesar, sem pensar nas agruras e saudades de outrora. Eu é que te peço, porém: não me leve a mal, meus escritos já não são tão doces. Agora uso adoçante pra tudo, e chocolates e caramelos não me envaidecem mais.
Não nos vemos mais, é fato, e estamos diferentes. Quando se perdem horas, se vão com elas boas lembranças. Mas não me lamento, nem sinto pena. Talvez um dia acredite na sua sinceridade. A nova ou a velha? Verdade ou mentira? Amor... Ainda há amor em nós? Onde está, que não o vejo?
Desejo...

(...)

Meu bem
Quisera eu poder transpor o limiar
Das palavras
E ver, além de certezas, dúvidas
Amor, poderia ver
Viver horas, vidas
Em falas,
Dizerem sem fim
Tudo-nada, mundos de vazios
Metáforas
metonímias de um sentimento meramente
poético
Alimento de ego.
Coração,
Poderia eu, uma vez mais te chamar assim?
Ah, aqui, sim
Até a…

Por ora...

Dizem que esse é o meu melhor texto... Talvez. Embora ficcional, a vontade de que seja verdadeiro perdura. Ah, pudera eu amar e ser amada assim!
Serei, então, nos meus sonhos, na minha poesia livre e na minha saudade.
No mês de aniversário, por que não libertar o amor e a poesia e acreditar unm pouco mais?!



Desde a nossa última fuga, tenho vivido a sonhar cores e formas que venham de nós. Me vejo a solfejar suspiros e a ensaiar fragmentos, pois cá estou, deslumbrada com aquilo que, diríamos, não poderia ter acontecido. Meu Amor, quisera o universo que nos uníssemos nessa incontestável aventura, cheia de quintais, paredes geladas, quartos seguidos de escadas, libidos, violões, tremores e ais. E esse mesmo universo que presentemente nos desune, me faz a mais realizada e plena das humildes, porque só a quente lembrança do tenro e furtivo inverno já me garante o mais profundo e perfeito calor.

Emoção, eis que agora, logo agora, só me reconheço em ti. Me conheço cada vez menos. Logo eu, que n…