Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2014

CHANCE

Ainda estou por aqui. E te dou tudo. Minha insônia velha, e todas as minhas madrugadas. Minha janela escura, meio penumbra de noite, crepúsculo da nova manhã. Compromissos? Serão todos seus. Nada tenho a fazer. Apenas cafuné, beijo de olho, ver sorrisos, suas brincadeiras, nossos poemas. Te tenho todo em mim, e não precisarei mais de saudades. Todos os meus cuidados. Estou nua, amor, tire o meu lençol. Seja a minha lei, tome o meu olhar, proteja esse restinho, salve esse cordão, esse anel, nosso amor. Te dou, sim, minha maior renúncia. O meu total prazer. Todos os meus sonhos. Tudo. É absoluto, é todo seu. Apenas desaprenda, e sigamos nesse chão: tantas luas, sóis, nuvens e marés de antes. Uma praia nova. Um presente novo. Todos os amores. Queira! Agora acorde. Venha tomar café comigo. Gilda. 13.02.14 (5:30 a.m.).

AMORES PUÍDOS

De amor em amor se perde uma saudade, um sorriso, em uma noite qualquer. Sabe lá onde deixei todo furor, toda luxúria,  todo deslumbre de nós dois? Quem há de saber... Será que bastará procurar em dias de faxina? Se limam as queixas, se destilam as deixas, se extirpam as mágoas Besteira! O Ontem não pode mais ser, do Hoje, não há o ressuscitar Então, o que será do Depois? Teimosia de mudar de cor de cinza, de dor, em um amor que continua sendo velho e retrato. Gilda e Aion. 11.02.2014.

O pântano

Foi num sonho, e tudo estava como antes. Eu sei do que temo, sei do que penso Difícil é seguir negando esse desejo incontido, atrevido O estar é mal, é um limbo, é um nicho Não há vento, nem noite, nem lua, nem chuva Nem nada Mas há as incertezas Tudo boia, nada de vida por aqui Insignificante a procura de você Eu poderia até dizer aos quantos já dancei, já até desesperei Mas não O infinito é contável E a minha saudade tem tamanho São exatos milésimos de amor de longe de mim e de ti Mas deixa Um dia aprendo a respirar de novo.