13 de fevereiro de 2014

CHANCE

Ainda estou por aqui.
E te dou tudo.

Minha insônia velha, e todas as minhas madrugadas.
Minha janela escura, meio penumbra de noite, crepúsculo da nova manhã.

Compromissos? Serão todos seus.
Nada tenho a fazer.
Apenas cafuné, beijo de olho, ver sorrisos, suas brincadeiras, nossos poemas.

Te tenho todo em mim, e não precisarei mais de saudades.
Todos os meus cuidados.

Estou nua, amor, tire o meu lençol.

Seja a minha lei, tome o meu olhar, proteja esse restinho, salve esse cordão, esse anel, nosso amor.

Te dou, sim, minha maior renúncia.
O meu total prazer.
Todos os meus sonhos.
Tudo. É absoluto, é todo seu.

Apenas desaprenda, e sigamos nesse chão: tantas luas, sóis, nuvens e marés de antes.

Uma praia nova.
Um presente novo.
Todos os amores.

Queira!

Agora acorde.
Venha tomar café comigo.

Gilda. 13.02.14 (5:30 a.m.).

11 de fevereiro de 2014

AMORES PUÍDOS


De amor em amor
se perde uma saudade,
um sorriso,
em uma noite qualquer.

Sabe lá onde deixei todo furor,
toda luxúria, 
todo deslumbre de nós dois?

Quem há de saber...
Será que bastará procurar
em dias de faxina?

Se limam as queixas,
se destilam as deixas,
se extirpam as mágoas

Besteira!
O Ontem não pode mais ser,
do Hoje, não há o ressuscitar

Então, o que será do Depois?

Teimosia de mudar de cor
de cinza, de dor,
em um amor que continua sendo velho e retrato.


Gilda e Aion. 11.02.2014.

7 de fevereiro de 2014

O pântano

Foi num sonho, e tudo estava como antes.

Eu sei do que temo, sei do que penso
Difícil é seguir negando esse desejo incontido, atrevido

O estar é mal, é um limbo, é um nicho
Não há vento, nem noite, nem lua, nem chuva
Nem nada
Mas há as incertezas

Tudo boia, nada de vida por aqui
Insignificante a procura de você

Eu poderia até dizer aos quantos já dancei, já até desesperei
Mas não
O infinito é contável
E a minha saudade tem tamanho
São exatos milésimos de amor de longe de mim e de ti

Mas deixa
Um dia aprendo a respirar de novo.