13 de julho de 2011

Ah, ainda posso ver a lua à noite?

Sim, porque se for inverno, há que se esperar um pouco. Não se vê noites tão frias por aqui, essa quentura tira toda a sua beleza.

Bem podia ser lua cheia daqui a um tempo, quando daquela viagem bem paga.

Nesse dia, eu poderia ler meus versos felizes pra você.

Mas não. Será nova. E não cabem boas lembranças em mortes de lua.

Apenas reflitamos nossas luzes no mar.

Haverá um? Haverá nós?

Sim, enquanto em mim restar um sono, um suspiro, o desejo e a lembrança esperançosa de tempo bom.

Essa aí sou eu, devaneios de outrora.

Quiçá houvesse tempo para coisas sem fim, mas o hoje é de felicidade.

Combina com a lua de ontem, crescente, quase maré cheia, pra depois maré de escuro.
Eu não escureço nem encendeio, apenas olho.

Saudade é coisa de tempestade. Calmaria e ternura é a minha casa agora...


14.07.2011.