18 de fevereiro de 2015

Ela, ele: eu

Eu estou mal passada. Mal entendida, mal sentida de mim mesma.

De todas as cores, brisas e ventos, sou agora uma nova maré. Ainda não é março, nem é três, mas é quase.

Felicidade que é plena, sublime, e só minha, como nada antes, como todo e tudo de mais lindo e inédito e superior, e tanto e único.

E é assim mesmo. Sempre haverá o mais do antes, que nada tem a ver com o absoluto do sorrir.

Eu estou salva!

O não respirar, o arfar de quando em vez é outra coisa, são outros tantos. Nunca para, passa, nem no meu melhor sonho, sorriso, afã de amor.

Se existe uma multidão de tudo ao mesmo tempo, dor e saudade e gozo, aqui, amanhã, ontem e agora, cá estou.

É tudo imenso!

Eu estou parada.

E corro pro presente do universo, de Deus e da vida. E dói, lateja, amedronta, e ri, dança, pensa e vê. Aí, coisa de choro. Coisas de um. De novo. Adeus!

Ah, esquece! À frente, só ela, ele, bem, importa.

Eu? Mal caibo. Não posso. Mal passo.

Bem vindo, meu amor!

É vida girando. Surgiu, ateou. Arrepio, pé, olhos, barriga. Amêndoas doces e fé. Muita fé.

E eu, tudo. E eu, nada.