14 de maio de 2015

Das incertezas ou um fragmento para o meu Poema

Não é hora, mas é que eu realmente preciso escrever um fragmento pra você. Um livro, uma cantada e uma música-poesia. E sobre esse... O que é mesmo que acontece quando te vejo, te penso, e sei de coisas sobre o que não e mal conheço? Bem...

É isso. Indefine-se. Não se explica e se diz ser por si.

Entenda, Poesia... Não era para agora. Bem era pra nunca. Vidas e cabeça e projetos e mudanças até que são. Já estava tudo em um plano. Aí vem o misterioso, o confuso escuro-claro, será que é que não é. Há uma saudade, uma magnitude de olhares e fugas, porque não se pode com tanto indício, óbvio, vontade e medo. Não está certo! Tenhamos cuidado... quando chove muito, transborda por aqui. E as cidades costumam ser assim, despreparadas pra isso de surpresa, caos, desejo, frio e calor.

E se?...

Esconde-mostra! Quer? Eu queria dizer.. Vem cá, pega na minha mão. Está, estou. É sempre muito quente por aqui.

Boa noite, meu Poema... te vejo de novo, além do concreto, do nada e do curioso.  Te tenho no beijo, no cheiro e no sufoco de uma fantasia qualquer no estar. No sonhar.

Lá, te tenho do meu jeito, em um lugar onde há o possível, a certeza, o tudo e vão acaso do amor.

Não vá não... Com você, meia palavra basta.

11 de maio de 2015

Sobre Tempos e notícias

Tudo ficou muito misturado de repente!  Quer dizer, está tudo diferente e lindo.

Mudam as cores e coisas, de um modo tão lumínico que, sem quê nem pra quê, há um tal de sentido, mesmo com uma chuva dessas, que pode vir a toda hora, e fazer de alguns minutos uma torrente de água, cheia de quebra de notícias e de rotina. E infinitamente incrível vem o sol, e ninguém mais se lembra o quanto se molhou. O quando doeu. Amarelou.

Nunca gostei de guarda-chuvas.

Eu não ligo, pode o mundo se acabar por agora, ou amanhã, ou tudo ficar longo e espaçoso, porque há, em tudo o que vejo, um novo verbo, uma nova canção e uma nova paz.

Há, sim, um novo e corajoso amor.

Infinito e pleno, e porto seguro e meu, que desimporta o velho gosto de maçãs.

Aos diabos com as maçãs!

Tudo em mim, a partir de agora, são dois, de feminino e plural, e de rima sem música, pés sem sapatos, minhas mãos buscantes, e o mais breve sonho do seu sorriso.

Vem, que eu quero pra nós o nosso mar, um céu de sempre, todas as multicores, e o mais quente dos sóis, porque o mundo não é mais meu, minha Marina.

Esqueçamos o mundo de ontem.

Ele gira noutra direção, e é a sua.